Manual do Relatório de Pesquisa do PF

Introdução

Este manual foi criado para ajudar na correta elaboração do documento Modelo do Relatório de Pesquisa do PF, que é a primeira etapa na construção do Projeto Final (PF). Aqui você encontrará as informações necessárias para preencher os campos obrigatórios deste documento, bem como alguns exemplos para facilitar sua compreensão.

Considerações iniciais

A seguir, algumas considerações importantes que devem ser levadas em consideração no desenvolvimento do documento:

  • No Modelo do Relatório de Pesquisa do PF , o Avanço 1 deve ser desenvolvido primeiro, seguido pelo Avanço 2.
  • É obrigatório preencher todas as seções do Modelo do Relatório de Pesquisa do PF, bem como respeitar seu formato e estrutura original.

1. Capa

Deve incluir a capa da(s) Universidade(s) que titula(m) seu programa de estudos. Se mais de um diploma for escolhido, as capas de todas as Universidades que concedem o diploma devem ser incluídas. Você pode fazer o download da(s) capa(s) da(s) universidade(s) relevante(s) abaixo:

Se houver dúvidas sobre a Universidade titulante, consulte oPANAL, conforme indicado na figura abaixo: As seções a serem preenchidas na capa estão listadas abaixo:

  1. Nome da área acadêmica do programa de estudos: os programas de estudos são associados a uma área acadêmica, por exemplo:
    • Meio ambiente
    • Saúde e Nutrição
    • Esporte
    • Tecnologias TIC
    • Turismo
    • Empresas
    • Direito, Políticas
    • Psicologia, RH
    • etc.

    Se houver dúvidas sobre a área à qual o programa de estudos está associado, o(a) Orientador(a) do PF pode ser consultado.

  2. Título do PF: o título do PF deve corresponder ao título definido e aprovado no documento D1.
  3. Nome completo do programa de estudos: (lembrar que no Panal é possível consultar o nome completo do programa)Se o aluno estiver matriculado em várias universidades, é importante observar que o nome do programa pode variar de acordo com a Universidade. Nesse caso, a capa de cada universidade deve incluir o nome do programa correspondente.
  4. Nome completo do aluno: deve incluir o nome completo, todos os nomes e sobrenomes, sem usar abreviações.
  5. Login do aluno: o login do aluno corresponde ao código de usuário para acessar o Panal.
  6. Nome do(a) Orientador(a) do PF: o nome do(a) Orientador(a) do PF deve ser incluído.
  7. Cidade e país do aluno: o nome da cidade e o país do aluno devem ser incluídos.
  8. Ano de conclusão do PF: o ano de conclusão do PF deve ser incluído. O dia e o mês não são incluídos, mas sim o ano.

Ao enviar o Avanço do PF, podem ocorrer os seguintes cenários:

  • Estudante que se forma em uma universidade: no mesmo documento em que o Avanço do PF é desenvolvido (não em um arquivo separado), a capa correspondente a essa universidade deve ser incluída.
  • Alunos formados em várias universidades: nesse caso, ao enviar os Avanços do PF, deve-se anexar um arquivo previamente compactado (em formato ZIP ou RAR), contendo os seguintes documentos:
    • O desenvolvimento do Avanço do PF que corresponda (em formato Word).
    • As capas das universidades; cada uma delas deve ser um documento separado.

2. Dedicatória e Agradecimentos

A dedicatória e os agradecimentos são opcionais. No entanto, são seções muito frequentes nos Projetos Finais.

  • Na dedicatória, o aluno dedica a conclusão do trabalho às pessoas mais próximas a ele, como familiares e amigos.
  • Em vez disso, nos agradecimentos, o aluno agradece às pessoas e/ou instituições que estiveram direta ou indiretamente envolvidas no PF e que foram importantes para a conclusão do trabalho. Se o aluno tiver recebido uma bolsa de estudos, também é muito importante agradecer à instituição que concedeu a bolsa.

Considerações:

  • A dedicatória e os agradecimentos são apresentados em páginas separadas.
  • Se o aluno decidir não incluí-los, poderá excluir essas seções no Relatório do PF.

3. Compromisso do autor

Nesta seção, o aluno, como autor do PF e responsável por ele, compromete-se a apresentar um trabalho original. Essa seção é obrigatória em todos os PFs e não pode ser excluída. A ser preenchido desde o início do desenvolvimento do Avanço do PF, ou seja, a ser enviado a partir do Avanço 1. O texto já está escrito (não deve ser modificado, deve ser respeitado) e os alunos terão apenas que completar, em preto e negrito, as seguintes informações:

  • Nome completo, incluindo todos os nomes e sobrenomes, sem usar abreviações.
  • A assinatura digitalizada em um scanner e com um fundo branco. Não pode estar em formato de foto.

Maneira correta de inserir a assinatura:              Forma incorreta de inserir a assinatura:

4. Autorização voluntária de publicação eletrônica do PF

A autorização da publicação eletrônica do Relatório do PF é voluntária, não é obrigatória.

  • Se o aluno der sua autorização, o texto já está escrito (não deve ser modificado, deve ser respeitado), deve apenas preencher, em preto e negrito, as seções em azul.
  • Se o aluno não der sua autorização, essa seção poderá ser excluída do Relatório do PF.

5. Índice geral

Respeitar o formato da fonte do índice disponível no modelo do Relatório do PF. Este índice aplica o formato de fonte exigido no Manual sobre Aspectos Formais (disponível AQUI) para os capítulos/seções/subseções do índice.

O índice mostra a estrutura completa do PF e deve consistir nas seguintes seções principais:

  • Introdução
  • Formulação do problema, objetivos e hipótese
  • Referencial teórico.
  • Metodologia
  • Resultados
  • Discussão
  • Conclusões
  • Referências bibliográficas
  • Anexos

Dependendo das necessidades do curso do desenvolvimento do trabalho, esse índice pode ser modificado até o final do PF. Se uma correção for considerada necessária, é preciso obter a autorização do(a) Orientador(a) do PF. O índice deverá ser composto por todos os capítulos/subcapítulos/seções/subseções que compõem o PF, devendo constar o número da página no qual se iniciam no desenvolvimento do PF.

6. Índice de figuras e tabelas

A inclusão de tabelas e figuras no desenvolvimento do PF, tanto na estrutura teórica quanto na metodologia, é essencial para complementar as explicações no texto:

  • As tabelas mostram os dados de forma organizada em linhas e colunas, facilitando a compreensão.
  • As figuras são qualquer tipo de ilustração que não seja uma tabela. As figuras são entendidas como imagens, mapas, fotografias, gráficos ou outras formas de representação gráfica.
  • As tabelas e figuras usadas devem ter um caráter didático e não decorativo. Devemos evitar aquelas figuras que não agreguem valor.

Esta seção é obrigatória apenas para artigos que apresentem figuras e/ou tabelas. Deve-se incluir este índice de figuras e/ou tabelas mesmo que o PF tenha um número muito pequeno de figuras e/ou tabelas, por exemplo, apenas uma ou duas figuras. No índice de figuras e/ou tabelas:

  • A numeração deve ser feita em algarismos arábicos e ser formada por um dígito correspondente à ordem em que aparece no texto, começando com a Tabela 1 ou a Figura 1 para a primeira tabela ou figura que conste no trabalho, Tabela 2 ou Figura 2 para a segunda tabela ou figura que conste no trabalho, e assim sucessivamente.
  • Tabelas e figuras seguem numerações independentes. Por exemplo, no mesmo trabalho, pode haver a Tabela 3 e a Figura 3: a Tabela 3 será a terceira tabela do trabalho e a Figura 3 será a terceira figura do mesmo trabalho.
  • A paginação, ou seja, o número da página em que a figura ou tabela está localizada, deve ser incluída.
  • Não são usadas formatações como negrito e/ou itálico.
  • As fontes bibliográficas não são apresentadas.
Para obter mais informações sobre a formatação de figuras e tabelas, consulte o Manual sobre Aspectos Formais (disponível AQUI) para os capítulos/seções/subseções do índice.

7. Índice de Anexos

  • Os anexos são os documentos que apoiam e complementam o desenvolvimento do Projeto Final.
  • Os anexos mencionados neste índice de anexos devem ser listados no capítulo Anexos.
  • O índice de anexos segue exatamente as mesmas regras de apresentação do índice de figuras e tabelas.
  • Se os anexos tiverem sido incluídos no documento D1 e também estiverem relacionados ao desenvolvimento dos Avanços, devem ser incluídos nos Avanços do PF.

8. Resumo, Abstract e Palavras-Chave

8.1. Resumo

O resumo é uma breve síntese do PF e sua versão final deve ser produzida após a conclusão da pesquisa. O resumo deve consistir nas seguintes seções, apresentadas nesta ordem:

  1. Problema de pesquisa
  2. Objetivo geral e hipótese
  3. Metodologia utilizada.
  4. Principais resultados alcançados
  5. Principais conclusões.

Os seguintes aspectos são importantes ao redigir o resumo:

  • O texto não deve exceder 500 palavras.
  • Escrever sempre na terceira pessoa do singular.
  • Não apresentar citações bibliográficas.
  • Não usar tabelas, gráficos e/ou outros diagramas.
  • Evitar o uso de acrônimos e abreviações o máximo possível.
  • O resumo deve ser escrito em um único parágrafo.

8.2. Abstract

O desenvolvimento do abstract é opcional e corresponde à tradução do Resumo para o idioma inglês. Se for incluído no PF:

  • Ficará isento da revisão e da avaliação acadêmica.
  • Não realizá-lo até que o resumo (em espanhol) tenha sido aprovado pelo(a) Orientador(a) do FP.
  • Nunca utilizar tradutores on-line; em geral, não fazem um bom trabalho. Caso não seja fluente no idioma inglês, o mais recomendável é contratar os serviços de um tradutor profissional. Outra opção é pedir a ajuda de um colega que seja fluente em inglês.
  • Lembrar que as palavras-chave.também devem ser traduzidas (Keywords).

8.3. Palavras-chave

O resumo termina com a apresentação das 5 palavras-chave do PF. As palavras-chave podem ser termos compostos por duas ou mais palavras, como “Gestão ambiental” ou “Plano de marketing”, ou “Estado nutricional”, por exemplo. Não é necessário que seja uma única palavra. É muito comum que os alunos não deem a devida importância às palavras-chave e incluam qualquer palavra genérica que tenha alguma relação com o tema do Projeto Final. Esse é um erro grave! As palavras-chave são extremamente importantes no trabalho acadêmico/científico porque permitem que seu trabalho seja facilmente encontrado nos mecanismos de busca e, é claro, aumentam a possibilidade de que outras pessoas o encontrem e possam citar seu trabalho. As palavras-chave devem ser cuidadosamente selecionados e devem ter uma conexão direta com os temas centrais do Projeto Final. Esses termos devem transmitir ao leitor do documento uma ideia do que será desenvolvido no PF.

9. Introdução

A introdução fornece uma ideia breve e precisa dos vários aspectos que compõem o trabalho. Trata-se de apresentar ao leitor o conteúdo da obra de forma clara, precisa e concisa. É escrita em prosa e ao finalizar todo o projeto, não no início. O tamanho ideal é de 2 a 3 páginas.

9.1. Diretrizes para sua elaboração

  1. Recomenda-se que seja escrita no final, no tempo verbal passado ou presente contínuo, e deve ser clara, precisa e concisa.
  2. Deve haver uma apresentação do tema/problema abordado, as motivações para desenvolver o tema escolhido, os objetivos, a metodologia e alguns resultados. A última parte consistirá em um breve resumo de cada capítulo do trabalho.
  3. Alguns erros a serem evitados durante a redação são:
    1. Adjetivos desnecessários: a redação deve ser neutra, moderada, acadêmica, sem estridências.
    2. Redação redundante e desordem: repetir demais uma ideia, falar sobre “o presente trabalho” ou “a presente pesquisa” são erros que devem ser evitados. Da mesma forma, não é possível começar com o capítulo, mas primeiro com uma contextualização e os objetivos do projeto.
    3. Redação em partes: a introdução é redigida em prosa, com parágrafos consistentes e, se necessário, destacando ideias e conceitos importantes, mas não é aconselhável fazer um subscrito da introdução em que seus elementos estejam escritos.
    4. Escrever na primeira pessoa: “Eu considero”, “para mim” não são usados. O tempo verbal correto de uma introdução é o passado ou o presente contínuo na voz passiva.
    5. A introdução é uma seção diferente das outras e, portanto, deve ser colocada em uma folha de papel separada como uma seção.

9.2. Guia de redação

Esta seção é desenvolvida respondendo às seguintes perguntas: Qual é o tema desenvolvido na pesquisa? (o objeto de estudo pode ser definido e contextualizado) A redação sugerida é: O tema abordado neste trabalho de pesquisa é… o qual se define como… e alguns aspectos relevantes desse tema são… Qual o interesse em fazer a pesquisa? (motivações pessoais, profissionais ou intelectuais) A redação sugerida é: O interesse em desenvolver o tema é… e isso tem a ver com… Qual é o objetivo geral da pesquisa? (Objetivo geral) A redação sugerida é: O objetivo geral da pesquisa é… e foi pensado desta forma porque… Qual é a metodologia usada? (em prosa e em no máximo um parágrafo) A redação sugerida é: A metodologia usada nesta pesquisa é do tipo… e, para essa finalidade, foram desenvolvidos os seguintes elementos metodológicos… Qual é a estrutura do projeto, ou seja, os capítulos contidos na pesquisa e em que consiste cada um deles? (um parágrafo para cada capítulo) A redação sugerida é: O conteúdo de cada um dos capítulos do trabalho de pesquisa é descrito a seguir. O Capítulo 1 discute… O Capítulo 2 trata de… O Capítulo 3 desenvolve…

10. Formulação do problema, objetivos e hipótese

Esta seção é o eixo norteador de todo o projeto de pesquisa, devendo haver coerência entre cada uma das subseções. As informações podem ser extraídas do D1.

10.1. Abordagem do problema

Como desenvolver a abordagem do problema? Envolve descrever o próprio fenômeno observado, como aparece na realidade. O objetivo é descrever o fato, a questão ou a situação que atrai a atenção e que está totalmente vinculada à área de conhecimento e ao programa de estudos escolhido. Para escrever bem, é preciso começar pela observação do fenômeno em que parece que algo não se encaixa bem, em que há uma lacuna no conhecimento ou onde o que é conhecido exige uma nova versão. É uma primeira descrição do que está acontecendo, sem incluir elementos teóricos. Entretanto, essa “declaração inicial do problema” ainda é muito ampla e complexa para ser corrigida por meio de um processo de pesquisa, razão pela qual é necessário delimitá-la por meio de uma pergunta de pesquisa bem estruturada, de acordo com a área de estudo e, acima de tudo, válida para o desenvolvimento da pesquisa. Essa pergunta representa o princípio orientador de toda a pesquisa. Como fazer uma pergunta de pesquisa?

  1. Começar com um tema amplo: Um tema amplo oferece vários caminhos a serem explorados em sua busca por uma pergunta de pesquisa viável. Brainstorming e mapas conceituais são algumas técnicas que ajudam a desenvolver um tema em subtemas e possíveis perguntas de pesquisa.
  2. Realizar uma análise preliminar da literatura relacionada: Após a escolha de um tema, pode-se iniciar uma revisão preliminar da literatura relacionada. Essa etapa inicial da pesquisa procura atingir duas metas:
    • Descobrir questões que estão sendo discutidas atualmente por acadêmicos e pesquisadores da mesma área de conhecimento.
    • Avaliar as lacunas ou limitações existentes no conhecimento existente sobre o tema.
  3. Delimitar o tema e determinar perguntas de pesquisa potenciais: Uma opção é concentrar-se nas lacunas do conhecimento existente ou na literatura recente. Esse método envolve a criação de perguntas de pesquisa a partir de limitações identificadas na literatura que foram negligenciadas como áreas de estudo.
  4. Avaliar a solidez da pergunta de pesquisa escolhida: Para fazê-lo, uma boa estratégia é usar o acrônimo FINER:
    • Factível: Uma boa pergunta de pesquisa é factível, o que significa que a pergunta está dentro da capacidade do pesquisador de abordá-la.
    • Interessante: A pergunta de pesquisa ideal é de interesse não apenas para o pesquisador, mas também para a comunidade acadêmica à qual o tema pertence.
    • Nova (inovadora): Uma pergunta de pesquisa deve ser desenvolvida para contribuir com novos conhecimentos para o campo de estudo que está sendo abordado.
    • Ética: As perguntas e o estudo subsequente devem ser aprovados pelos comitês de revisão e pelas autoridades competentes.
    • Relevante: A pergunta de pesquisa deve ser relevante para a comunidade científica e para as pessoas envolvidas na área de estudo. Se possível, a pergunta também deve ser relevante para o interesse do público em geral.

A seguir, exemplos de perguntas de pesquisa:

Pergunta principal de pesquisa É boa?
Os meninos ou as meninas têm mais talento relacionado à tecnologia? E, a educação desempenha um papel importante nisso? Não. Na verdade, são duas perguntas em vez de uma. Além disso, é muito geral e carece de conceitos bem definidos.
O que é iconoclastia? Não. Essa pergunta descritiva é muito simples para ser uma pergunta de pesquisa principal. Entretanto, essa pode ser uma boa primeira subpergunta.
Quais são os problemas específicos e as características dos diferentes tipos de gatos de rua (por exemplo, gatos de fazenda, gatos selvagens ou gatos de rua em áreas urbanas)? Sim. É uma pergunta de definição claramente formulada.
A educação desempenha um papel importante na definição da reputação de uma escola de ensino médio? Não. É uma pergunta inferencial limitada com uma resposta simples do tipo “sim/não”.
Como a Segunda Guerra Mundial pode ser explicada? Não. Essa é uma pergunta explicativa que não é suficientemente específica, portanto, não levará a uma resposta concisa.
Que tipo de trabalhadores do setor musical são os mais produtivos, aqueles que fazem música clássica, rock ou techno? Não. Não é específica o suficiente e pode ser muito ampla. Estamos falando de trabalhadores de qual setor específico? Onde? Quando?
Como melhorar o aconselhamento sobre saúde sexual que os profissionais de saúde mental de Madri oferecem aos jovens do Distrito X? Sim. A pergunta é específica e clara.
Como reduzir a pobreza entre os imigrantes na Espanha? Não. O tema é muito amplo para ser tratado em um TCC ou em uma dissertação de mestrado.
Que efeito os filmes violentos têm sobre o comportamento das crianças? Não. O assunto é novamente muito amplo; a pergunta deve ser mais concisa. Por exemplo, que tipo de comportamento será levado em conta na realização da pesquisa?
Qual é o efeito dos testes preventivos de alcoolemia sobre o número de pessoas que dirigem depois de beber? Sim. É uma pergunta de avaliação simples e direta.

10.2. Objetivos

O objetivo geral e os objetivos específicos são elementos fundamentais em todos os projetos de pesquisa científica, pois apresentam de forma concisa a direção da pesquisa e os resultados esperados do trabalho. Os objetivos mostram onde você quer chegar. O objetivo geral é o elemento que resume e apresenta a ideia central do trabalho e os objetivos específicos. São basicamente, a apresentação dos passos necessários para atingir o objetivo geral. Importante: todos os objetivos apresentados (gerais e específicos) devem ser cumpridos no desenvolvimento do Projeto Final. Os objetivos (gerais e específicos) sempre começam com um verbo no modo infinitivo e a taxonomia de Bloom é uma ferramenta útil para a redação de objetivos, pois combina três modelos para classificar os objetivos de aprendizagem em níveis de complexidade. Para a redação dos objetivos, recomenda-se o uso de verbos da dimensão cognitiva da taxonomia, pois estes são orientados para o conhecimento e a compreensão de um tema. Abaixo está a tabela de verbos sugeridos da dimensão cognitiva por taxonomia, de acordo com os níveis de aprendizagem:

10.3. Hipóteses

São propostas como possíveis respostas às perguntas da pesquisa. As hipóteses de pesquisa tentam explicar como duas ou mais variáveis estão relacionadas. Também são chamadas de hipóteses de trabalho, pois todas as atividades necessárias para resolver o problema de pesquisa são desenvolvidas com base nessas hipóteses. São simbolizadas como Hp. Dentro das hipóteses de pesquisa (Hp), quatro subtipos são distinguidos:

  • Hipótese descritiva: Essa hipótese tenta prever um dado ou valor em uma ou mais variáveis a serem medidas ou observadas.

Por exemplo: Hp: “A entrada de alunos na Universidade Autônoma do México em 2023 será 20% maior do que em 2022.”

  • Hipóteses de correlação: Essas hipóteses buscam associar ou relacionar duas ou mais variáveis, sem necessariamente estabelecer qual delas causa a outra. Ou seja, quando uma variável está presente, outra variável também aparece.

Por exemplo: Hp: “Quanto maior a exposição dos adolescentes a videoclipes com alto conteúdo sexual, maior a manifestação de estratégias nas relações interpessoais para estabelecer contato sexual.”

  • Hipótese de diferença de grupos: Essa hipótese busca comparar grupos.

Por exemplo: Hp: “O efeito persuasivo sobre a cessação do tabagismo não será o mesmo para os adolescentes que assistirem à versão colorida do comercial de TV e para os adolescentes que assistirem à versão em preto e branco do comercial.”

  • Hipóteses causais: As hipóteses indicam quais variáveis têm um efeito sobre quais outras variáveis, ou seja, a variável X causa a variável Y.

Por exemplo: Hp: “O efeito persuasivo sobre a cessação do tabagismo não será o mesmo para os adolescentes que assistirem à versão colorida do comercial de TV e para os adolescentes que assistirem à versão em preto e branco do comercial”. É possível colocar somente a hipótese principal da pesquisa, mas as hipóteses nula e alternativa podem ser declaradas, se desejado. As hipóteses nulas são, de certa forma, o inverso das hipóteses de pesquisa. Também são proposições sobre a relação entre as variáveis, mas servem para refutar ou negar o que a hipótese da pesquisa afirma. Se a hipótese da pesquisa propõe: “os adolescentes dão mais importância à atratividade física em seus relacionamentos do que as adolescentes”, a hipótese nula postularia: “os adolescentes não dão mais importância à atratividade física em seus relacionamentos do que as adolescentes”. Como o nome indica, as hipóteses alternativas são possibilidades alternativas às hipóteses de pesquisa e nula: oferecem uma descrição ou explicação diferente daquelas fornecidas pelas hipóteses nulas e de pesquisa. Se a hipótese de pesquisa afirma: “esta cadeira é vermelha”, a nula afirmará: “Esta cadeira não é vermelha”, e uma ou mais hipóteses alternativas poderiam ser formuladas: “esta cadeira é azul”, “esta cadeira é verde”, “esta cadeira é amarela”, etc.

10.4. Guia de redação

Esta seção é desenvolvida respondendo às seguintes perguntas: Qual é o fenômeno observado e quais são as suas características? (subtrair o que foi desenvolvido no D1 e desenvolvê-lo em 2 ou 3 páginas) A declaração do problema é baseada no fenômeno X, observado e analisado no contexto Y, com as características Z… Qual é a justificativa para o projeto de pesquisa? (subtrair o que é desenvolvido no D1) A redação sugerida é: A magnitude do problema é… A importância do problema é… A viabilidade do estudo é… A vulnerabilidade do estudo é… Qual é a pergunta de pesquisa? (subtrair o que é desenvolvido no D1) A redação sugerida é: Com base no exposto, surge a seguinte pergunta de pesquisa… Qual é o objetivo geral da pesquisa? (subtrair o que é desenvolvido no D1) A redação sugerida é: Para a pergunta de pesquisa apresentada acima, o seguinte objetivo geral é proposto… Quais são os objetivos específicos da pesquisa? (subtrair o que é desenvolvido no D1) A redação sugerida é: Para abordar o objetivo geral proposto, os seguintes objetivos específicos são declarados… Quais são as hipóteses da pesquisa? (subtrair o que foi desenvolvido no D1 apenas se foi desenvolvido, caso contrário pode ser omitido) A redação sugerida é: Como tentativa de resposta à pergunta de pesquisa e, de acordo com os objetivos propostos, são propostas as seguintes hipóteses…

11. Referencial teórico.

É estruturado em duas seções principais:

  1. O estado do conhecimento: o que foi pesquisado sobre o tema e a lacuna de conhecimento existente. Deve ser redigido em ordem cronológica e, na área de ciências da saúde e de exatas, é muito importante que seja dos últimos 5 anos.
  2. Os construtos teóricos alusivos ao problema de pesquisa: referem-se à explicação dos conceitos e ideias relacionados ao objeto de estudo e que servirão para explicar e interpretar os resultados.

11.1. Diretrizes para sua elaboração

  1. Realizar uma pesquisa bibliográfica completa sobre o objeto de estudo em mecanismos de pesquisa e bancos de dados apropriados (PubMed, EBSCOHost, Google Scholar…).
  2. Usar palavras-chave na pesquisa bibliográfica, tanto em espanhol quanto em inglês. Importante: as evidências científicas atualizadas estão, em sua maioria, em inglês.
  3. Coletar e ler cuidadosamente as fontes relevantes encontradas após a pesquisa bibliográfica.
  4. Observar quais elementos podem ser extraídos de cada fonte e associá-los às seções ou subseções relevantes da estrutura teórica.
  5. Identificar todas as fontes consultadas que serão usadas para citação durante a redação da versão final do conteúdo.
  6. Incluir referências bibliográficas em cada parágrafo quando forem baseadas na bibliografia consultada. Não se deve esperar terminar de escrever um capítulo, deve ser um processo contínuo e dinâmico.
  7. Usar um gerenciador bibliográfico para facilitar o gerenciamento eficiente das referências bibliográficas consultadas.
  8. Fazer um esboço completo da estrutura teórica com os pontos que deseja abordar, para que entenda o fio condutor de cada capítulo.
  9. Usar um estilo narrativo que facilite a leitura para a Banca Avaliadora, sequenciando todos os parágrafos corretamente.
  10. Reler, pelo menos duas vezes, em dias diferentes, a estrutura teórica com um espírito autocrítico para procurar inconsistências e erros ortográficos e gramaticais.
  11. Consultar o Manual sobre Aspectos Formais e as Diretrizes de Vancouver ou a Normativa APA (o que for aplicável de acordo com as regras comumente usadas em seu programa de estudos). Em geral, os alunos serão regidos pela Normativa APA, exceto aqueles cujos Projetos Finais estejam relacionados às Ciências da Saúde, que serão regidos pela Normativa Vancouver.

 

11.2. Erros comuns na elaboração da estrutura teórica

  1. Usar informações de diferentes fontes sem dar-lhes um fio condutor comum.
  2. Redigir as subseções sem dar-lhes uma conexão. Não se deve esquecer que a estrutura teórica é um “todo” e que deve fazer sentido ler o documento inteiro para entender a necessidade de desenvolver o estudo em questão.
  3. Abusar de explicações conceituais e terminológicas, na forma de um “dicionário”.
  4. Abusar das citações diretas.
  5. Usar poucas fontes para a redação de toda a estrutura teórica.
  6. Que grande parte da estrutura teórica seja baseada em fontes bibliográficas com mais de 5 anos e que essas não sejam referências para o Projeto Final.
  7. Incluir um número excessivo de tabelas e figuras na estrutura teórica com a intenção de ocupar mais espaço. Somente as tabelas resumidas ou figuras explicativas que facilitem a compreensão de aspectos mais complexos, como classificações, processos, etc., devem ser fornecidas (consulte o Manual sobre Aspectos Formais).
  8. Afastar-se do objetivo do projeto final, detalhando informações sobre aspectos complementares não relevantes para o desenvolvimento do PF.
  9. Copiar e colar informações literalmente de fontes consultadas sem parafrasear. Isso é considerado plágio (para obter mais informações, consulte as diretrizes da APA ou de Vancouver, conforme apropriado).
  10. Incluir citações diretas ou indiretas sem acompanhá-las da referência bibliográfica correspondente: isso é considerado plágio (para obter mais informações, consulte as diretrizes da APA ou de Vancouver, conforme apropriado).

 

 

11.3. Guia de redação

Esta seção é desenvolvida respondendo às seguintes perguntas: O que foi pesquisado e o que se sabe sobre o tema até o momento? (Com base nos artigos científicos recentes e em outras fontes com rigor acadêmico) A redação sugerida é: Entre os antecedentes de pesquisa relacionados ao tema, destacam-se as contribuições de… que consistem em… que, por sua vez relacionam-se com… e na mesma linha de conhecimento foi feita outra pesquisa por …que confirma o mencionado em…. Portanto, esta pesquisa é relevante porque preenche a lacuna de conhecimento em relação à … Quais questões e conceitos são relevantes em relação ao objeto de estudo? (Com base nos artigos científicos recentes e em outras fontes com rigor acadêmico) A redação sugerida é: Para abordar o problema de pesquisa, é necessário explicar o conceito A, que, de acordo com o autor X, pode ser definido como… No mesmo sentido, o conceito B ajuda a entender melhor o problema apresentado porque, a partir dele, pode-se explicar que…

12. Metodologia

Deve-se explicar de forma clara e concisa como a pesquisa foi realizada. No caso de uma pesquisa quantitativa, deverão ser desenvolvidos os elementos metodológicos próprios dessa abordagem de pesquisa e, do mesmo modo, no caso de uma pesquisa qualitativa ou mista.

12.1. Pesquisa quantitativa

A seguir, apresentamos uma explicação dos elementos metodológicos que devem ser incluídos em uma abordagem de pesquisa quantitativa, que é o tipo de pesquisa mais comum e aceito na maioria das comunidades acadêmicas, especialmente nas áreas de ciências exatas, saúde, engenharia, economia e tecnologia. No final desta seção, são explicadas as metodologias específicas do campo qualitativo. Como primeira etapa, deve-se escolher o escopo da pesquisa, que deve estar alinhado com a pergunta e a hipótese da pesquisa. Há quatro escopos:

  1. Estudos exploratórios de escopo: São usados quando o objetivo é examinar um tema pouco estudado ou novo. Em geral, não há muitas informações científicas sobre o assunto e é considerado uma nova pesquisa.
  2. Estudos descritivos de escopo: Procuram especificar propriedades e características importantes de qualquer fenômeno que esteja sendo analisado. Descrevem tendências em um grupo ou população.
  3. Estudo de escopo correlacional: Associa variáveis em um padrão previsível para um grupo ou população.
  4. Estudo de escopo explicativo: Visam estabelecer as causas dos eventos ou fenômenos que estão sendo estudados.

Informações mais detalhadas sobre o escopo da pesquisa podem ser encontradas no vídeo a seguir:

Da mesma forma, devem ser definidas as variáveis. Sem definir as variáveis, não há pesquisa. As variáveis devem ser definidas de duas maneiras: conceitual e operacionalmente. A “operacionalização de uma variável” é a transformação de uma variável teórica em indicadores mensuráveis (empíricos), que possibilitam a quantificação dessa variável teórica. A ferramenta ideal para desenvolver essa operacionalização é a matriz de consistência. Aqui está um exemplo:

Variáveis Definição Conceitual Dimensões Padrões
Acessibilidade aos serviços de saúde Maior ou menor possibilidade de entrar em contato com os serviços de saúde para obter atendimento Acessibilidade Geográfica Tempo medido em horas e minutos para uma pessoa se deslocar de sua casa até o centro de saúde
Acessibilidade Econômica Valor gasto com cuidados
Disponibilidade financeira para cobrir essa despesa
Acessibilidade Cultural Conhecimento sobre o atendimento prestado no centro de saúde
Percepção do problema de saúde

No ponto 7 deste manual, você deve ter assistido ao vídeo a seguir, que explica o processo de operacionalização das variáveis, especificamente nos minutos 02:05 a 04:49:

Também deve-se escolher o projeto da pesquisa, e pode ser de dois tipos:

  1. Experimental: envolve a administração de estímulos ou tratamentos e/ou intervenções. Uma ou mais variáveis independentes (supostas causas antecedentes) são manipuladas intencionalmente, a fim de analisar as consequências que a manipulação tem sobre uma ou mais variáveis dependentes (supostos efeitos consequentes), em uma situação de controle para o pesquisador. Trata-se de realizar uma ação e depois observar as consequências.
  2. Não experimental: Pode ser definida como uma pesquisa conduzida sem a manipulação deliberada de variáveis. Em outras palavras, esses são estudos em que as variáveis independentes não são intencionalmente variadas para ver seu efeito sobre outras variáveis. O que se faz na pesquisa não experimental é observar os fenômenos à medida que ocorrem em seu contexto natural, a fim de analisá-los.

No vídeo a seguir, pode-se saber mais sobre o projeto de pesquisa:

Da mesma forma, uma amostra deve ser definida (a menos que seja especificado que a pesquisa é do tipo censitária, caso em que apenas o total do Universo observado é escrito e justificado), que pode ser:

  1. Probabilística: A equação da amostra deve ser usada, bem como os critérios de inclusão e exclusão.
  2. Não Probabilística: Os mais comumente usados são intencionais e por conveniência. É usada quando há restrições de tempo ou dinheiro. Também inclui critérios de inclusão e exclusão.

Importante: o ideal é que todos os Projetos Finais realizem trabalho de campo e definam uma amostra. Apenas alguns químicos e engenheiros podem fazer pesquisas sem uma amostra, mas a grande maioria não pode. A definição e os tipos de amostras serão explicados em mais detalhes na aula a seguir:

Para a coleta de dados, devem ser definidos quais instrumentos de medição serão usados (pelo menos um):

  1. Formato de questionário
  2. Guia de entrevista
  3. Lista de verificação
  4. Lista de observações
  5. Escala de medição do tipo Likert
  6. Aparelhos e equipamentos
  7. Testes padronizados
  8. Indicadores

É desejável que os instrumentos sejam validados e tenham um alto nível de confiabilidade. Aplica-se a abordagens quantitativas e qualitativas. Mais informações sobre os instrumentos de medição são encontradas abaixo:

Para a análise de dados quantitativos, deve ser indicado se serão usadas ferramentas estatísticas e/ou softwares. Por exemplo: o software estatístico SPSS será usado para realizar o teste do Qui-quadrado, que ajudará a medir a relação entre a variável X e a variável Y. Abaixo, é possível acessar uma palestra sobre análise quantitativa:
E, finalmente, para estudos com uma abordagem quantitativa ou qualitativa, os procedimentos devem ser anotados nesta seção de forma descritiva e detalhada sobre como a pesquisa será realizada. Na continuação, você pode acessar uma aula sobre o procedimento:

12.2. Pesquisa qualitativa:

Conforme mencionado no início da seção 8, há um trabalho qualitativo cuja metodologia difere da abordagem quantitativa. Se o aluno optar por essa abordagem, deve certificar-se de:

  1. Escolher a metodologia apropriada (explicada abaixo).
  2. Explicar o contexto do local ou as circunstâncias particulares que envolvem os sujeitos da pesquisa.
  3. Descrever os procedimentos para a realização do estudo, conforme explicado nos parágrafos anteriores.
  4. Indicar as características da população onde a pesquisa será realizada, aquelas que o pesquisador considere necessárias para cumprir o objetivo geral.
  5. Escolher o instrumento para coletar as informações e como serão tratadas, conforme explicado nos parágrafos anteriores.

Deve-se esclarecer que o uso da metodologia qualitativa se limita às áreas sociais, antropológicas e educacionais e, às vezes, é combinado com a metodologia quantitativa para a realização de trabalhos mistos. Algumas metodologias que podem ser usadas para desenvolver a pesquisa são explicadas a seguir:

  • Pesquisa-ação: É adequada para aqueles que realizam pesquisas nas áreas de educação, saúde e assistência social e até mesmo administração. É um método ideal para realizar mudanças nas organizações e, portanto, é usado por pesquisadores que identificaram um problema em seu local de trabalho e desejam estudá-lo para contribuir com a melhoria. Concentra-se na participação e no desenvolvimento dos participantes e deve ser documentada desde o diagnóstico até os resultados obtidos.
  • Etnografia: Esse tipo de projetos tem foco na análise da cultura a partir de diferentes categorias, temas ou padrões. Portanto, é uma questão de desvendar os significados de grupos de indivíduos em um determinado contexto. Sendo assim, tem como objeto de estudo todos os tipos de organizações, como as comunidades indígenas atuais, empresas, grupos, equipes, famílias, etc.
  • Estudo de caso: Essa metodologia é aplicável principalmente à análise de fenômenos sociais e educacionais. É o estudo da particularidade e da complexidade de um único caso, a fim de entender sua atividade em circunstâncias importantes. O objeto de análise pode ser um fenômeno, uma pessoa, um evento ou um caso muito específico, em que a análise deve ser realizada no ambiente em que o objeto de estudo ocorre.
  • Fenomenologia: Trata-se de entender qual é o significado, a estrutura e a essência de uma experiência vivida por uma pessoa (abordagem individual), um grupo (abordagem de grupo) ou uma comunidade (abordagem coletiva) com relação à um fenômeno. A primeira etapa do processo metodológico é a identificação do fenômeno a ser estudado. Em seguida, são coletadas informações das pessoas que vivenciaram a experiência e, por fim, é elaborada uma descrição compartilhada da experiência para todos os participantes.

12.3. Guia de redação

Esta seção é desenvolvida respondendo às seguintes perguntas: Quais são os elementos metodológicos que levam a pergunta de pesquisa? (pode ser subtraído de D1) A redação sugerida para a pesquisa quantitativa é: 4.1 Escopo O escopo X foi definido para o projeto devido a… 4.2 Amostra A amostra foi extraída de… e é do tipo probabilística/não probabilística com os seguintes critérios de inclusão/exclusão. 4.3 Variáveis A operacionalização das variáveis foi realizada da seguinte forma… 4.4 Projeto de pesquisa Foi escolhido o projeto de pesquisa X, pelos motivos Y… 4.5 Instrumentos de pesquisa Foram escolhidos os seguintes instrumentos de pesquisa… e o motivo de seu uso é… 4.6 Análise de dados quantitativos Para a análise dos dados coletados, foi usada a ferramenta estatística X e o software Y. 4.7 Procedimentos Os procedimentos utilizados na pesquisa são descritos a seguir: A redação sugerida para a pesquisa qualitativa é: 4.1 Metodologia A metodologia escolhida para abordar o problema da pesquisa é 4.2 Contexto A pesquisa foi realizada no local X e nas circunstâncias Y 4.3 Procedimentos Os procedimentos usados na pesquisa estão descritos abaixo: A redação sugerida para a pesquisa qualitativa é: São abordados os seguintes elementos da abordagem qualitativa… e, por outro lado, os seguintes elementos da abordagem quantitativa…

13. Resultados

Os resultados mostram, em uma sequência lógica e ordenada, as evidências obtidas após a execução do que foi proposto na seção metodológica, e o acúmulo de informações é apresentado por meio de figuras, tabelas, gráficos, mapas, diagramas ou o que seja útil para uma melhor visualização. Tudo deve estar alinhado com os objetivos.

13.1. Diretrizes para sua elaboração

  1. Deve ser escrito no tempo passado.
  2. Os resultados devem ser apresentados sequencialmente de acordo com os objetivos específicos do trabalho, ou seja, não devem ser apresentados mais resultados do que os necessários.
  3. Para que esta seção seja mais facilmente compreendida, as explicações e descrições devem ser combinadas com figuras e tabelas, pois isso facilita a visualização dos resultados obtidos no trabalho.
  4. Evitar a duplicação de dados, especialmente quando os dados forem apresentados em tabelas e figuras.
  5. Se for apropriado, dividi-los em subseções.
  6. Por fim, lembrar de que apenas dados e informações importantes devem ser incluídos nessa seção. Todos os dados e informações que não sejam importantes, mas ainda precisam ser incluídos, devem ser inseridos na seção Anexos.

13.2. Guia de redação

Esta seção é desenvolvida respondendo às seguintes perguntas: O que foi obtido como evidência após a execução da seção metodológica? (Explicar de forma ampla e detalhada, com o uso de tabelas, diagramas, mapas e tudo aquilo que possa ajudar a uma melhor visualização) A redação sugerida é: Os resultados dos instrumentos aplicados são apresentados a seguir… Resultado 1… Tabela 1… Interpretação 1… Resultado 2… Tabela 2… Interpretação 2… O que foi obtido como resultado após a aplicação de técnicas estatísticas para o tratamento dos dados obtidos? (é possível copiar e colar o resultado do Software utilizado, ou desenvolver o exercício manualmente) A redação sugerida é: A seguir, apresenta-se o modelo estatístico X, executado no Software Y, o qual testa/rejeita a hipótese e responde de maneira afirmativa/negativa/parcial a pergunta de pesquisa.

14. Discussão

O objetivo é comparar e contrastar os resultados de outras pesquisas (citadas no Referencial Teórico, seção “Estado do Conhecimento”) com os obtidos nesta pesquisa, além de desenvolver uma análise detalhada da seção de resultados em relação ao que foi estabelecido nos objetivos.

14.1. Recomendações para sua redação

  • Em primeiro lugar, analisar as discussões sobre o tema feitas por outros autores para obter uma aproximação da maneira correta de escrever essa seção e aplicar estruturas semelhantes.
  • Em cada parágrafo, indicar uma descoberta do estudo, comparando-a com as de estudos semelhantes que, em princípio, já deveriam ter sido mencionadas na estrutura teórica.
  • É muito importante destacar as diferenças positivas do estudo em relação ao restante da pesquisa realizada, pois são essas diferenças positivas que supostamente justificam o projeto do trabalho.

14.2. Guia de redação

Esta seção é desenvolvida respondendo às seguintes perguntas: Como os resultados obtidos podem ser interpretados? (explicar de forma ampla e detalhada, utilizando referências bibliográficas) A redação sugerida é: Os resultados obtidos dizem que…, o que significa que…, e a partir disso pode-se interpretar que… Como o que foi obtido nesta pesquisa complementa o conhecimento teórico existente e publicado anteriormente? (explicar de forma ampla e detalhada, utilizando referências bibliográficas) A redação sugerida é: A contribuição para a lacuna do conhecimento coberta por esta pesquisa consiste em… Algumas semelhanças/contradições desta pesquisa em relação a outras são… Os resultados encontrados implicam um complemento/atualização do conhecimento já existente porquê… Com os resultados desta pesquisa, o que foi dito pelos autores X, publicado no ano Y, é reafirmado. Essa pesquisa coincide/difere da perspectiva de X, a qual menciona que…

15. Conclusões

As conclusões incluem um resumo dos resultados mais importantes, as limitações do estudo, as futuras linhas de pesquisa e revisa o cumprimento dos objetivos e a pergunta de pesquisa.

15.1. Recomendações para sua redação

  1. O tempo verbal a ser usado é sempre o presente.
  2. Os objetivos do trabalho devem ser revisados e uma avaliação deve ser feita para verificar se foram atingidos.
  3. Os resultados mais relevantes do trabalho devem ser apresentados nesta seção, sem incluir referências ou discuti-los.
  4. Utilizar uma linguagem humilde com relação às conclusões; não devem ser feitas inferências inconsistentes e desnecessárias.
  5. Estabelecer as limitações que surgiram no trabalho, bem como os aprimoramentos que poderiam ser feitos, tanto de ordem teórica, metodológica ou prática, para trabalhos futuros.
  6. Por fim, esta seção pode indicar futuras linhas de pesquisa com base no trabalho.

15.2. Guia de redação

Esta seção é desenvolvida respondendo às seguintes perguntas: Os objetivos foram alcançados? (um parágrafo para cada objetivo) A redação sugerida é: De acordo com os objetivos levantados, o estudo foi bem-sucedido em termos de Quais são as descobertas mais importantes da pesquisa? (escrever no tempo presente e sem o uso de referências bibliográficas) Conclui-se, do exposto, que… Em conclusão, o estudo concorda com a ideia X, mas diverge em Y. Em resumo, as evidências mostram que o resultado X é favorável ao enfrentamento do problema Y. De acordo com os resultados obtidos, apoia-se a ideia X, mas não necessariamente a ideia Y. Em conclusão, as contribuições feitas pelo estudo não são suficientes em termos de…, mas fornecem uma visão importante do fenômeno estudado. Na análise, podem-se elucidar duas vertentes possíveis: a vertente X e a vertente Y. Quais são as limitações que o estudo apresentou? (teóricas, práticas ou metodológicas) A redação sugerida é: As limitações teóricas que foram encontradas durante o desenvolvimento da pesquisa foram… Por outro lado, as limitações práticas que não puderam ser superadas são… E, finalmente, o que metodologicamente definiu o rumo do estudo está relacionado a… Quais são as futuras linhas de pesquisa? (um parágrafo para cada linha sugerida) A redação sugerida é: As possíveis linhas de pesquisa sugeridas para trabalhar em futuros projetos com base nos resultados obtidos são:

16. Bibliografia

Apresentar as referências bibliográficas de acordo com as normas de citação que correspondem ao tema da pesquisa. Em geral, os alunos serão regidos pela Normativa APA, exceto aqueles cujos Projetos Finais estejam relacionados às Ciências da Saúde que serão regidos pela Normativa Vancouver.

 

Essa é uma das partes do PF a que muitos alunos não dão a devida importância e recebem várias observações para corrigir, por parte do(a) Orientador(a) do PF. A lista final do Relatório do PF deve incluir todas as referências bibliográficas consultadas e que tenham sido úteis na elaboração do seu Relatório do PF. As referências devem ser acadêmicas/científicas, como livros, teses e principalmente artigos científicos. Como regra geral, não apresente páginas da internet, com raras exceções. As referências devem ser atuais, dos últimos 5 anos, exceto aquelas bibliografias que são consideradas estruturas históricas fundamentais para o tema da pesquisa. Por fim, não há um número fixo estabelecido, mas, para desenvolver o Projeto Final, o aluno deve ter como ponto de partida o número mínimo de 15 referências bibliográficas para projetos finais de especialização e 30 referências bibliográficas para projetos finais de mestrado.

16.1. Exemplos de bancos de dados bibliográficos

Há muitos portais e mecanismos de pesquisa, assim como repositórios de teses. A seguir, indicamos exemplos de bancos de dados genéricos, alguns dos mais importantes e conhecidos, mas será necessário pesquisar bibliografias em bancos de dados especializados na área de estudo.

17. Anexos

Os anexos são os documentos que apoiam e complementam o desenvolvimento da pesquisa. Devem conter informações que ajudaram a realizar o PF, mas que, no entanto, não se adéquam em nenhum dos capítulos/temas/seções do Relatório do PF. Os anexos a incluir são os que constam do índice de anexos, devem ser corretamente numerados e seguir a ordem de apresentação no PF, e é aconselhável mencioná-los no desenvolvimento do PF. Exemplos de anexos incluem:

  • Carta de aprovação da pesquisa pelo Comitê de Ética (somente se o seu projeto final exigir isso)
  • Guia(s) de entrevista
  • Transcrição de entrevistas ou grupos de foco
  • Caracterização da amostra
  • Descrição das técnicas ou instrumentos utilizados
  • Coleta dos dados obtidos na análise estatística
  • Glossários

Não há um número específico de anexos que devem ser incluídos no relatório do PF, mas devem ser incluídos apenas aqueles que forem considerados apropriados e agregarem valor à pesquisa.